Monday, December 20, 2010

Portugal é o país onde há maior dificuldade em equilibrar trabalho e vida pessoal

Um estudo realizado em 14 países europeus revela que Portugal é o país onde há maior dificuldade em equilibrar trabalho e vida pessoal, seguido da Espanha, Grécia e Holanda.

Em Portugal o estudo, que consistiu num inquérito on-line, decorreu entre 16 e 29 de Novembro e envolveu 500 pessoas, com idades entre 25 e 65 anos. Foi também realizado na Alemanha, Bélgica, Holanda, Áustria, República Checa, Grécia, Hungria, Itália, Portugal, Polónia, Irlanda, Eslovénia, Espanha e Reino Unido.

Em comparação com os restantes países onde o estudo foi realizado, Portugal é onde existe maior dificuldade em encontrar o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal (84%), seguido de Espanha (80%), Grécia (70%) e Irlanda (39%).

O país onde esta dificuldade menos se nota é a Áustria, com apenas 20% dos inquiridos a responder que lutam diariamente por conseguir o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, refere o estudo, a que a agência Lusa teve acesso.

Numa análise global às respostas em todos os países, conclui-se que 58% dos inquiridos sentem frequentemente cansaço ou falta de energia e a grande maioria (70%) afirma não ter tempo para fazer aquilo de que mais gosta.

O estudo refere, igualmente, que os portugueses planeiam poupar mais e ter maior equilíbrio entre trabalho e vida pessoal no próximo ano.

Sobre as metas a realizar em 2011, 57% dos inquiridos portugueses responderam que pretendem poupar mais dinheiro e 45% ter maior equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.

O estudo indica, também, que 40% pretende passar mais tempo de qualidade com família e amigos, 36% dedicar mais tempo a si próprio e ao seu parceiro, 32% participar em mais actividades de lazer e hobbies e cerca de 22% quer ser mais romântico e afectuoso.

O estudo foi realizado pela Braun Research e pela Pfizer Consumer Healthcare.

OJE/Lusa

Monday, December 13, 2010

Portugal fomenta e-work



A realidade ainda é distante e Portugal está muito longe do patamar já alcançado noutros países em matéria de teletrabalho, mas o país quer equiparar-se ao que de melhor se faz na Europa neste domínio. Até lá, é necessário derrubar inúmeras barreiras culturais e até tecnológicas.

Numa altura em que a competitividade empresarial não tem fronteiras ou limites, as empresas competem cada vez mais não só pela quota de mercado mas também pelos trabalhadores. A capacidade das empresas para atrair os melhores talentos pode passar, por exemplo, pela distância casa-trabalho, as dificuldades de estacionamento ou a sobrelotação do espaço de trabalho que pode tornar com grande facilidade uma empresa menos atrativa para um potencial colaborador. É aqui que as novas soluções de trabalho, como o telework , ganham expressão. Prática comum noutros países do mundo, com grande aceitação e até preferência por parte de muitos trabalhadores em busca de uma melhor conciliação trabalho-família, o E-work começa a vingar em Portugal. O país é já parceiro do programa SEES – SME's E-learning to e-Work Efficiently , desenvolvido com o apoio do programa Leonardo Da Vinci com o objetivo de garantir apoio prático na preparação de e-managers e e-workers de forma a desenvolverem e fomentarem o trabalho em ambiente virtuais. A parceria promete revolucionar a médio prazo a forma de trabalhar em Portugal.

São ainda poucas as empresas portugueses a desenvolver e aplicar esta forma de trabalho, diz Eurico Neves, presidente da consultora de inovação Inovamais , parceira do programa SEES em Portugal. As limitações técnicas e sociais associadas à sua implantação podem estar na base deste atraso face ao resto da Europa, mas o especialista não tem dúvidas das vantagens desta forma de trabalhar e do sucesso do país na sua implantação. “Funcionários e clientes procuram, tendencialmente, novas soluções para comunicar com os seus fornecedores de forma mais eficaz através da utilização das tecnologias de informação e comunicação que tem ao seu dispor (vídeo-conferência, sistemas de gestão, email, etc) poupando dinheiro e tempo”, explica Eurico Nebves acrescentando que “a introdução do e-work permite obter uma nova visão quer de trabalho quer de liderança”.

Resultados que não surgem sem preparação e é nesse sentido que foi criado o SEES, que envolve também outros países como a Hungria, a Áustria e a Lituânia. Este projeto foi concebido para providenciar todo o apoio necessário na reparação dos gestores de empresas para a implantação do e-work nos seus ambientes organizacionais. “A preparação do staff da empresa para o ambiente de trabalho virtual e a implementação do e-work não são tarefa fácil e existem inúmeros obstáculos que devem ser considerados”, explica o responsável apontando os constrangimentos ainda existentes a nível tecnológico e social. A formação é pois a via para potenciar o desenvolvimento das competências necessárias para ajudar os trabalhadores a tornarem-se bem-sucedidos neste modelo laboral.

O projeto surge depois de dois anos de uma parceria entre os quatro países onde é desenvolvido, no sentido de potenciar o teletrabalho. O primeiro dos resultados desta missão é a publicação de um manual de teletrabalho que, segundo Eurico Neves, “é um verdadeiro guia de apoio à promoção do teletrabalho incluindo orientações para a sua implementação, competências-chave, e-learning e exemplos de boas práticas”. Direcionado a PME's, CEO's e managers, funcionários, freelancers, diretores de RH, profissionais da formação ou educação vocacional, universidades, escolas de formação, agências de emprego, associações profissionais ou demais instituto e indivíduos interessados neste modelo de trabalho, o documento terá particular utilidade em Portugal tendo em conta que “a tendência para o telework ainda é pouco expressiva e as empresas que o implementam fazem-no de forma pouco organizada e estruturada”, afirma Eurico Neves destacando o imenso potencial desta ferramenta no controle e minimização de custos.

Para o especialista o atraso de Portugal face a outro país nesta matéria “prende-se ainda com a falta de confiança dos empresários uma vez que não conseguem supervisionar diretamente o trabalho desenvolvido pelos seus colaboradores”. Uma limitação que para Eurico Neves não passa de uma falsa questão se pensarmos que “atualmente nas empresas a única forma de controlo é, muitas vezes, o horário de trabalho”. Um bom suporte técnico e comunicacional (internet, telefone, computador portátil) é tão importante quanto combater o estigma da falta de confiança ou necessidade de controlo diário dos trabalhadores. É fundamental que se perceba que picar o ponto não é garantia de produtividade. E nesta matéria “a formação assume particular importância pela possibilidade de agir a médio prazo sobre a cultura”, explica Eurico Neves.

Colocar em prática uma plataforma de e-work eficiente numa empresa carece, antes de qualquer componente tecnológica, de confiança no desempenho do trabalhador. “O empresário não tem controlo direto sobre o trabalhador e terá de confiar que este desempenhará as suas tarefas atempadamente”, explica Eurico Neves adiantando que “uma das formas de potenciar isto é através da realização de reuniões semanais de acompanhamento, via telefone ou vídeo-conferência ou até o estabelecimento de prazos para entrega de tarefas”. Paralelamente, o e-work carece especialmente de insfraestruturas de TIC eficazes, que permitam uma boa comunicação e partilha de informação. E para que uma empresa esteja pronta a funcionar em e-work falta-lhe apenas formar empresários e colaboradores nesta nova forma de trabalho.

Noutros países verificou-se que as práticas de trabalho flexível têm resultado de avanços no desenvolvimento tecnológico, particularmente nas telecomunicações. “As tecnologias de informação têm libertado empresas e empregados do trabalho em tempo e lugar físico. Atualmente as empresas podem adotar estratégias de gestão inovadoras para obter uma superior produtividade e condições de trabalho melhoradas”, argumenta o especialista que acredita que esta é uma das grandes mais-valias do e-work que poderá fazer a diferença no futuro quando as organizações e os colaboradores compreenderem, sem reservas, os benefícios para ambas as partes da aplicação deste conceito.

Vantagens para as empresas
Ainda que a realidade do teletrabalho seja ainda vista como distante em termos de aplicabilidade no mercado nacional, há vantagens a destacar para as empresas:
. Redução de custos com o espaço físico
. Redução de despesas associadas ao espaço (eenregia, água, etc)
. Redução de custos com transportes
. Redução do tempo de deslocações dos trabalhadores para o emprego que se aplica na realização de trabalho
. Benefícios ao nível da sustentabilidade e impacto ambiental

. Diminuição das taxas de absentismo dos colaboradores
. Aumento da produtividade dos colaboradores associada ao desenvolvimento de atividade em ambientes propícios à criatividade e a um melhor equilíbrio entre vida pessoal e profissional
. Aumento da competitividade e conhecimento
. Potencia a produtividade das empresas no contexto da sociedade de informação e economia digital
. Melhoria da flexibilidade entre o planeamento e a gestão do trabalho
. Aumento da capacidade de resposta às necessidades dos clientes


… e para os trabalhadores
. Aumento da motivação e criatividade
. Crescimento da produtividade
. Melhor conciliação entre trabalho e família
. Mais conforto na execução do trabalho
. Poupança nas deslocações casa-trabalho
. Redução das despesas com alimentação
. Diminuição do stress associado ao trabalho
. Flexibilidade de horários e trabalho que podem ser negociados com melhor equilíbrio face às necessidades do e-worker e aos imperativos do empregador ou cliente

in Empreendedores em Rede

Friday, October 22, 2010

Vidas Contadas - Douro Vinhateiro



O mundo rural tem evidentemente muitas facetas.
A reportagem "VIDAS CONTADAS" do passado dia 18 de Outubro evoca um "país profundo", ainda muito presente...

Vidas Contadas - Informação - Semanal RTP 1 - Multimédia RTP

Thursday, October 7, 2010

Proprietários ficam mais tempo no desemprego

Um artigo encontrado no site do jornal francês Le Figaro dá conta de um estudo realizado por dois economistas do "Centre d'analyse stratégique (CAS)" em que é estabelecida uma co-relação entre taxa de desemprego e taxa de propriedade (imobiliário). Segundo aquele estudo, os países que evidenciam altas taxas de "proprietários residentes" são simultaneamente os países com taxas de desemprego mais elevadas. A explicação encontrada é relativamente simples, a posse de um apartamento ou de uma casa transforma-se numa âncora pesada que dificulta a procura de um novo posto de trabalho.

Friday, September 17, 2010

Viver no interior não é uma missão impossível

Não se assustam com o fecho de escolas, centros de saúde e fábricas. Os casais que trocaram o apartamento na cidade por uma casa no campo têm outros trunfos: são qualificados, empreendedores e não dispensam as novas tecnologias. Lamentam a falta de transportes mas agradecem as estradas sem trânsito. Fomos saber o que os levou a remar contra a maré.

A mudança de António Manuel Venda de Lisboa para Montemor-o-Novo foi obra de Cupido. Foi atrás da Catarina, que já tinha trocado a capital pelo interior do Alentejo. Ana Berliner e o marido, António Monteiro, conheceram-se em Figueira de Castelo Rodrigo, na Guarda, e também acabaram por ficar a viver por lá, longe de Lisboa, onde nasceram. Trocaram as voltas ao êxodo rural e garantem que compensa. Interior é, para eles, sinónimo de qualidade de vida.

in Público

O tronco da azinheira deitado ao chão no terreno ao lado de casa é uma das portas de ligação de António Venda com o resto do mundo. Só ali, em cima do tronco, consegue apanhar rede de telemóvel no sítio onde mora. É de lá que o jornalista e escritor de 42 anos combina entrevistas e planeia negócios. A Internet também ajuda. António dirige uma revista em Lisboa, mas fá-lo online, a cem quilómetros de distância do escritório, a uma hora de caminho. Vai lá pelo menos uma vez por semana, sem pressas, sem horários.

É assim desde que deixou a cidade rumo ao Alentejo, em 2003. Três anos antes, Catarina tinha-se mudado para Montemor, onde abriu uma livraria. A aposta na cidade tinha tudo para dar certo. "Está a uma hora de tudo: da praia, de Lisboa e de Espanha. Além disso, tem uma actividade cultural engraçada", explica Catarina, de 36 anos, que antes morava em Carcavelos e trabalhava em publicidade. Agora trabalha no Centro Coreográfico de Rui Horta, o conhecido coreógrafo que também escolheu a cidade para se instalar.

Mais barato e mais seguro

Por causa da livraria e porque tem raízes familiares em Montemor, o processo de integração foi fácil para Catarina. Com António, não foi bem assim. "Ainda hoje, vamos na rua e ela cumprimenta 20 pessoas, enquanto eu cumprimento uma", diz o jornalista.

Mas os filhos do casal estão perfeitamente integrados. Os três nasceram no hospital de Évora, a meia hora de distância. "É como viver em Cascais e ir ter o filho a Lisboa", brinca Catarina. Os dois mais velhos vão este ano para a escola em Montemor. "O miúdo vai para o futebol e a rapariga escolheu equitação, em vez do ballet", diz o pai. Não faltam distracções para as crianças no concelho. "Pagamos só três euros por mês pela ginástica", conta Catarina.

Ambos concordam que é mais barato viver em Montemor, sobretudo para criar os filhos. E há mais segurança do que nas grandes cidades. "O mais velho vai agora para o primeiro ano. Dentro de pouco tempo já poderá ir sozinho a pé para a biblioteca, ou para a Oficina da Criança, onde tem várias actividades gratuitas", diz a mãe. As despesas do dia-a-dia é que nem por isso são menores. "Temos supermercados como em Lisboa e as mercearias praticam preços altos. Já tivemos uma horta mas está em stand by".

Na vida do casal não há bem o "antes e depois" de Lisboa. Há mais o "antes e depois" dos filhos. "Antes, íamos várias vezes jantar a Lisboa, ao cinema, ao teatro. Como vamos contra o trânsito, é rápido. Agora, vamos menos. Mas se estivéssemos em Lisboa também já não saíamos tanto", admite Catarina.

Mesmo assim, não dispensam algumas fugidas à capital ao fim-de-semana, para mostrar a cidade às crianças. "Acabamos por ver Lisboa de outra maneira. Vivemos a cidade como turistas".

Admitem regressar um dia à capital? António diz que não. Catarina não tem nada contra, mas prefere o sossego do monte alentejano. "O que me aflige mais em Lisboa", explica, "é sair de casa sem respirar ar puro. Saímos de casa para a garagem, vamos no carro com o ar condicionado, entramos no parque de estacionamento e subimos para o escritório. Nem dá para perceber se está frio ou calor".

Mas admite ter saudades dos restaurantes japoneses ou indianos, que ainda não chegaram a Montemor. Onde também não se pode encomendar uma pizza. "Não há take away, ou quando há tem de ser bem pago".

Seduzida pela paisagem

A morar a 380 quilómetros de Lisboa, Ana Berliner sabe que nem todos estão dispostos a pagar o preço da interioridade. "Tem que haver uma grande motivação", diz. Ainda assim, conhece pelo menos seis pessoas que se lançaram numa aventura semelhante à sua.Na aldeia histórica de Castelo Rodrigo (uma das 12 do país), onde mora com António e as duas filhas, não há mais do que dois cafés, uma loja de artesanato, uma igreja e um palácio em ruínas, o Palácio Cristóvão de Moura. "Mas é tudo tão bonito", diz, apontando para a paisagem imensa e verde que vê da janela da sala.

A sede do concelho, Figueira de Castelo Rodrigo, fica a três minutos de carro. "Lá temos todos os serviços básicos: centro de saúde, escolas, bancos, biblioteca, centros desportivos, supermercados", conta. Este ano fecharam três escolas no concelho, mas isso ainda não a preocupa. "Figueira está ao ritmo do país, nem mais nem menos".

"Aqui tenho qualidade de vida", garante a bióloga. Ana e António Monteiro, também biólogo, chegaram em 1995 à região do Baixo Côa, onde estagiaram. "Foi essa a nossa sorte. Éramos estudantes, não tínhamos emprego em Lisboa, só o encontrámos aqui", conta Ana. Na altura, estava a ser criado o Parque Natural do Douro Internacional. António acabou por integrar a equipa do parque como biólogo do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade, actividade que mantém.

Foram ficando, ajudaram a fundar a Associação Transumância e Natureza, com trabalho de relevo na criação e alargamento do primeiro parque natural privado do país, a Reserva da Faia Brava, em Figueira. Ambos têm familiares distantes no distrito da Guarda, mas não foi isso que pesou na decisão. "Foi a zona que nos seduziu, e o trabalho", garante Ana. Quando decidiram comprar casa, Castelo Rodrigo estava na lista dos locais preferidos. Porquê? Pela paisagem, pela tranquilidade e pela história que ainda se respira dentro dos muros da aldeia, requalificada com o apoio da União Europeia, no final da década de 90.

"Soubemos que estava uma casa à venda e viemos". Deitaram mãos à obra e reconstruíram a casa e a zona envolvente. Apostaram depois no turismo rural, através da Casa da Cisterna. Nunca pensaram voltar para Lisboa, aonde só vão para resolver problemas. "Ia fazer o quê? Aqui tenho tudo o que preciso". E como matam saudades da família que ficou em Lisboa? "Os telemóveis e a Internet fazem maravilhas", brinca. A videoconferência encurta quilómetros.

Ter carro próprio é fundamental para viver no interior. A zona é servida com "bons acessos", mas "faltam transportes públicos", lamenta a bióloga de 37 anos. Mas agradece as estradas sem o trânsito de Lisboa. Em Castelo Rodrigo moram cerca de 50 pessoas e uma dezena de crianças, que se juntam ao pé do pelourinho assim que espreita o sol. Vão com as bicicletas e sentam-se no chão à conversa, que interrompem para cumprimentar quem passa.

Ninguem morre de fome

"Ao contrário do que acontece em Lisboa, aqui quem tem poucos recursos não passa fome. Há terrenos para cultivar e os vizinhos ajudam", explica. A verdade é que "o custo de vida no interior é muito mais baixo", diz. Em parte, porque "os serviços municipais dão muito apoio". Ao contrário do que é hábito nas grandes cidades, "aqui damos conta do que a câmara faz". A alimentação é mais barata, mas o mesmo não se passa com a habitação - a diferença em relação a Lisboa "não é proporcional", lamenta. Mas há uma vantagem: "Aqui não há tentações".

O concelho de Figueira de Castelo Rodrigo perdeu mais de 800 pessoas nos últimos dez anos - hoje tem perto de 6500 habitantes. Para estancar esta perda, a autarquia decidiu investir, à semelhança do que já fizeram outros municípios espalhados pelo país.

Desde o ano passado, o município apoiou 35 casais com montantes de 750 a mil euros por casal. Às empresas, a autarquia dá mil euros por cada posto de trabalho criado no concelho e 360 euros por cada nova sociedade que ali se instale, entre outros apoios. Em contrapartida, a empresa tem de manter actividade durante pelo menos quatro anos.Se houvesse o mesmo tipo de apoio em Trancoso, a 50 quilómetros de Figueira de Castelo Rodrigo, talvez o negócio de Artur Tavares tivesse dado certo. Ou talvez não. O fotógrafo mudou de Lisboa para Trancoso há quatro anos com a mulher e os quatro gémeos, mas foi "à experiência" porque "não podia correr riscos". Manteve a casa na capital e a loja em Linda-a-Velha. Em Trancoso, abriu duas lojas com serviços de fotografia e clube de vídeo. "Pensei que no interior, onde há menos oferta cultural, o clube de vídeo fosse uma boa aposta. Mas afinal os jovens olhavam para a capa dos filmes e diziam: "Já saquei da Internet"." Artur reconhece que tinha um "preconceito" em relação às condições de vida no interior, que são melhores do que pensava, o que ditou o insucesso do negócio.

"Tinha uma loja na Amadora, onde facturava por dia o que em Trancoso não fazia num mês", conta. O problema é que "às seis da tarde não há ninguém na rua" e o maior fluxo de pessoas só chega à sexta-feira, para o mercado semanal. "Cheguei em Dezembro, e em Fevereiro era raro não passar a semana na loja de Lisboa e regressar a Trancoso ao fim-de-semana", explica.

Ainda assim, admite que "lá tinha mais qualidade de vida". Os filhos estavam inseridos na escola, a família integrou-se. "Em termos profissionais é que não funcionou", lamenta. Teve de voltar para Lisboa, embora mantenha a casa em Trancoso.

São situações como esta que Frederico Lucas, um dos mentores do projecto Novos Povoadores, quer evitar. "Estabelecemos o prazo de um ano para ponderação da mudança, com visitas obrigatórias ao terreno", explica. A iniciativa, que já devia ter arrancado no ano passado, foi adiada para a Primavera de 2011, altura em que as famílias interessadas poderão começar a fixar-se em dez municípios do interior norte.

As três autarquias que inicialmente mostraram interesse no projecto - Évora, Marvão e Idanha-a-Nova - recuaram, alegando falta de verbas. Por cada conjunto de vinte famílias, cada município teria de pagar 73 mil euros aos promotores, que seriam responsáveis pela selecção das famílias, pelo apoio à deslocalização e pela formação em empreendedorismo.

Agora, o projecto vai ganhar novo fôlego com o apoio da Fundação EDP, inserido nas medidas de repovoamento previstas nos estudos de impacto ambiental das barragens que a eléctrica vai construir no Sabor, Tua e Fridão.

Alentejo para sonhadores

Em lista de espera, estão cerca de 350 agregados. Os destinos mais desejados pelas famílias inscritas são Évora, Castelo Branco, Beja, Portalegre, Bragança e Vila Real. "O Alentejo é mais procurado pelos sonhadores. As pessoas que procuram o interior norte têm sobretudo motivações familiares".

No grupo dos "sonhadores" está Ana Pedrosa e o marido, David Salema. Ambos são licenciados em Engenharia do Ambiente. É daí que vem a ligação ao campo e à natureza, já que nenhum tem raízes no interior e sempre viveram em Lisboa. Ainda não sabem para onde querem ir, só sabem que é para o Alentejo. "Não me agrada a vida da cidade. Estou farta do trânsito, de não ter tempo para nada. Quero ter qualidade de vida", desabafa Ana Pedrosa.

O casal, ambos com 35 anos, tem dois filhos pequenos. "Queria criá-los num espaço mais pequeno e saudável". Mesmo com as escolas a fechar em tantos locais do interior? "Vou escolher um sítio onde haja escolas e centros de saúde perto", ressalva. Daqui por dois anos, Ana quer estar fora da capital, de preferência com o apoio da iniciativa Novos Povoadores.

João Faria, que nasceu em Lisboa há 46 anos, também sonha com o Alentejo, mas já definiu o destino - Évora. É lá que quer "começar de novo" com a esposa e, quem sabe, um segundo filho. O destino surgiu com a ideia de abrir um negócio na área da restauração, turismo ou cultura. Mas o projecto está em stand by. Actualmente, João Faria está a desenvolver um projecto na área do marketing digital, que pode desenvolver em Évora. "Desde que tenha uma boa ligação de Internet e um escritório, hoje consegue-se estar perto dos clientes", sublinha.Factores como a segurança, as acessibilidades (a cidade fica a 1h30 de Lisboa, por auto-estrada) e o custo de vida mais baixo foram determinantes na escolha. As ligações familiares e os amigos na cidade alentejana também prometem facilitar o processo de mudança. E se mesmo assim correr mal? "Nunca sabemos o que nos espera. Mas num regresso ao litoral só se for para fora da Grande Lisboa".

No projecto Novos Povoadores, João viu "uma forma de ver o desejo de mudança facilitado". Mas agora prefere acreditar mais em apoios ao nível do empreendedorismo, diferentes dos que estavam pensados inicialmente pelos promotores. "Penso que os mentores do projecto podem e devem investir noutras formas de continuar a ajuda a quem quer mudar, uma vez que não tem sido fácil para eles levar avante o que tinham por base no seu projecto original", afirma. "Quanto a nós, com apoio ou não, a ideia de mudar mantém-se", garante.

João tem uma opinião formada sobre o ordenamento do território nacional. "O país já começa a ter as mesmas possibilidades em cidades e vilas do interior", em comparação com as do litoral, tanto em infra-estruturas como em acessibilidades, refere. Mas isso não chega. "É preciso criar condições a quem queira investir profissionalmente nesses locais", diz. Como? "Apoiando os empreendedores com menos burocracia, fomentando o co-working, continuando a apostar na evolução das tecnologias de informação e criando sinergias entre profissionais com elos comuns para se poderem apoiar mutuamente".

Friday, August 20, 2010

Encerramento de Estabelecimentos de Ensino em Territórios Rurais




O encerramento de 700 estabelecimentos de ensino em territórios de baixa densidade está longe de ser uma boa noticia.

A redução crescente de serviços públicos nestes territórios catalisará o despovoamento em curso.

No entanto, a discussão tem estado centrada no nr de alunos por estabelecimento de ensino: 21 alunos
Poderemos considerar um nr elevado para justificar tal encerramento. Mas lamentavelmente, com a actual tendência decrescente de crianças nestes territórios, qualquer valor que se defina para justificar os “serviços mínimos”, será alcançado em poucos anos, revelando não ser esta a forma indicada para o combate ao problema do despovoamento.

Por isso, importa definir estratégias de repovoamento e compreender qual o caminho para as implementar.

No actual contexto económico, não será realista imaginar a ampliação do actual modelo de manutenção de habitantes em territórios rurais, sustentados em subsídios públicos.

Por outro lado, e numa perspectiva bem mais animadora, o território "interior" oferece importantes atrativos para a população metropolitana: Qualidade de vida social e económica; Conectividade fisica e digital.

O crescimento exponencial da economia online, onde pouco importa a localização física das empresas mas onde o factor preço assume uma importância central, será a alavanca desse repovoamento, segundo os autores do projecto Novos Povoadores.

Com menos custos de funcionamento e com melhores condições de vida para os seus trabalhadores, as empresas tenderão a rasgar um trilho que as conduzirá para o território que importa repovoar.
Com isso, recuperaremos a desejada vida nestes territórios e catalisaremos emprego onde este assume uma importância estratégica para o reequilíbrio territorial de Portugal.

Friday, June 4, 2010

Testemunhos...

Em Espanha existe uma iniciativa semelhante ao nosso projecto - Abraza la Tierra -. Embora mais virado para a recuperação de práticas tradicionais em aldeias despovoadas, o testemunho abaixo retrata de forma perfeita as motivações e as experiências de quem procura uma vida mais oxigenada.

Tuesday, May 25, 2010

Portal do Empreendedor

A Associação Industrial Portuguesa- Confederação Empresarial, em parceria com o Gabinete de Estratégia e Planeamento (Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social), desenhou o projecto denominado "Plataforma do Emprego e do Empreendedorismo", que está a ser desenvolvido com o apoio do Programa Operacional de Assistência Técnica (POAT).

Trata-se de um projecto inovador que pretende abordar de forma simplificada mas abrangente o tema do empreendedorismo e do emprego, através da dinamização de uma plataforma web denominada Plataforma do Empreendedor e da realização de workshops.

mais informação no site da plataforma: Portal do Empreendedor

Friday, May 7, 2010

Falhar, o segredo para o sucesso





Fomos ao blog Startupi pescar as frases mais sonantes de
Niklas Sennström, empreendedor sueco, co-fundador do Skype e de mais algumas criações online.
Reproduzimos algumas frases enviadas via twitter pelo
Diego Remus durante a conferência no INSPER, Brasil.

perca o medo de falhar

empreender não é emprego, mas estilo de vida

empreendedores não querem apenas impactar o mundo, mas também receber dinheiro

dê uma chance aos seus sonhos, mesmo se isso significar que talvez você falhe

há mais de 1,5 milhão de pessoas ganhando a vida vendendo coisas no eBay

governos, empreendedores e empregados não deveriam temer riscos, pois eles nos tornam
vencedores auspiciosos

empreender tem muito a ver com falhar e tem gente que usa isso como desculpa para não fazer (RT @BobWollheim)

a base da pirâmide pode ser a fonte de novos ciclos econômicos, desde que se abrace o risco
“pessoas são o melhor tipo de capital

se não há mercado, não há negócio

falhar é simplesmente a oportunidade de começar novamente, dessa vez com mais inteligência”(citação de Henry Ford, RT @marinamiranda)

as pessoas acham que os empreendedores são aqueles que não conseguem emprego, mas eu tinha um

mesmo grupos grandes e tradicionais tiveram um início empreendedor

e daí, se você falhar? Você aprendeu algo, talvez tanto quanto na faculdade

falhar é a forma mais intensiva de fazer pesquisa de mercado

Friday, April 30, 2010

O fim anunciado dos escritórios












Um título sugestivo ao qual não podíamos deixar de fazer referência. O artigo é publicado na página web do Público e vai de encontro àquilo que já é conhecido dos nossos leitores. O texto começa com o seguinte parágrafo:

"Se o vídeo matou a estrela da rádio, a Web 2.0 poderá vir a matar os escritórios convencionais: de acordo com um estudo no qual participou a Microsoft, a recessão, os dispositivos móveis e a geração que está a crescer com as redes sociais irá revolucionar o mundo do trabalho - haverá cada vez mais pessoas a trabalharem a partir de casa ou remotamente, poupando às empresas os custos de manutenção de um lugar fixo de trabalho. Com o fim anunciado dos telefones de secretária, poderão as próprias secretárias desaparecer?"

(continua...)

Friday, April 23, 2010

Fundo EDP para a Biodiversidade

A EDP abriu a 22 de Abril, Dia da Terra, o período de candidaturas à edição 2010 – a terceira - do seu Fundo para a Biodiversidade. Os interessados poderão apresentar os seus projectos até 30 de Junho.

O Fundo EDP para a Biodiversidade foi criado em 2008 e dotado então de um montante global de 2 milhões e meio de euros, a ser distribuído gradualmente até 2011. A edição deste ano, a exemplo do que aconteceu nas anteriores, disponibiliza uma verba de 500 mil euros para os projectos que vierem a ser distinguidos.

O Regulamento e as informações relevantes podem ser consultados no sítio da Fundação EDP na Internet, em www.fundacao.edp.pt (na página www.edp.pt/pt/sustentabilidade/fundacoes/fundacaoedp/programas/Pages/FundoEDPparaaBiodiversidade.aspx). Nesta página também se disponibiliza informação sobre os projectos vencedores nas duas edições anteriores.

Para mais informações e apoio: fundobiodiversidade@edp.pt

Wednesday, April 21, 2010

Empreendedorismo e Inovação




Recomendamos a leitura de 2 artigos relacionados com inovação e empreendedorismo.
O primeiro, no blog Janela na Web da autoria de Jorge Nascimento Rodrigues, no qual alerta para a necessidade do sistema financeiro apostar no investimento para o fomento da inovação.
O segundo é um texto sobre os diferentes tipos de empreendedores no Brasil que bem pode ser adaptado a Portugal.

Foto: Helder J Barreto via Olhares.com

Monday, April 19, 2010

Prepara-te para vencer




Celebra-se entre 25 de Maio e 1 de Junho a Semana Europeia das PME, sob o lema "Prepara-te para vencer".
Lançada em 2009, a Semana Europeia das PME é coordenada pela Direcção-Geral das Empresas e da Indústria da Comissão Europeia como uma das medidas de implementação do Princípio 1 da Lei das Pequenas Empresas Europeias (LPE), que especifica que “a UE e os Estados Membros deverão criar um ambiente em que os empresários e as empresas familiares possam prosperar e o empreendedorismo seja recompensado”.
A página do evento tem recursos interessantes para quem está a iniciar-se no empreendedorismo. Destacamos a secção Perfis de Empreendedores que mais não é do que testemunhos de empreendedores de sucesso da EU27.

Link Semana Europeia das PME 2010

Monday, March 29, 2010

Visões sobre o futuro



António Câmara discorre sobre 4 temas ao longo do mês de Março na Culturget:


Espaços Públicos (10/03)

Inteligência Colectiva (17/03)

Objectos Inteligentes (24/03)

A Comunicação em 2050 (31/03).


Já é possível ver os vídeos online neste link.

via site da CGD

Friday, March 26, 2010

Foi há um ano!

Passavam poucos minutos das 7:30 quando o Alexandre deu o alerta: O projecto Novos Povoadores, capa do DN desse dia, iria ser o tema do "Fórum"!

Todos tremíamos de nervoso pela responsabilidade que sentíamos naquele instante.

Apressei-me a informar a produção da TSF que não estava em condições para entrar "no ar".
Por consenso entre mim e a Ana, seria o Alexandre a representar-nos!

Escutámos, pouco depois das 10:00AM, a melhor síntese do nosso projecto pela voz da Margarida Serra, baseado no artigo da Ana Tomás Ribeiro:

O projecto tem por objectivo ajudar as famílias a estabelecerem-se no interior do país.
Há 277 municípios que precisam de recursos humanos qualificados e pessoas empreendedoras com projectos mobilizadores e geradores de emprego.
Há também famílias interessadas em mudar de vida!


Sentimos naquele dia o pulsar de um país que desejava, tanto como nós, quebrar a fronteira litoral/interior.

Passou um ano.

Dezenas de apresentações, entrevistas, reuniões...

Não encontrámos qualquer porta fechada. Apenas receios. Muitos!

"Se a solução era tão simples, como é que ninguém se lembrou?!"

Sabemos hoje o caminho que ainda temos para percorrer. Bastante mais longo daquilo que pensámos. Mas não vacilámos.

Um agradecimento a todos os inscritos - 400 famílias - e em especial aos nossos "Pioneiros" cuja confiança esperamos saber retribuir com um projecto migratório que seja inspirador para todos os portugueses.

Deixamos os links dos testemunhos desse dia:

- DN

- Fórum TSF


Frederico Lucas

Friday, March 19, 2010

COLÓQUIO: "TRANSIÇÃO PARA UMA ECONOMIA E CULTURA PÓS-CARBONO"


Realiza-se em Pombal no próximo dia 10 de Abril um colóquio cuja temática procurará responder aos seguintes objectivos:

"Consciencializar as pessoas para os limites aos crescimento, as alterações climáticas e a dependência da nossa Civilização dos combustíveis fósseis abundantes e baratos;

Alertar para a insustentabilidade a médio/longo prazo dos actuais sistemas de produção, distribuição e consumo de bens e serviços;

Identificar factores estruturais de mudança: redução energética, uma nova organização do espaço e das relações territoriais, sociais e económicas;

Sugerir que estilos de vida com menor consumo energético, cuidado com o Ambiente, e sobretuto mais integrados nas comunidades locais, conduzem à subida dos níveis de bem-estar;

Divulgar e sensibilizar para um conjunto de iniciativas em curso de estímulo à mudança de paradigma de desenvolvimento: as Iniciativas de Transição (Transition Towns): porquê, para quê e como?;

Partilhar boas práticas existentes que estão de acordo com espírito da Transição no contexto português;

Discutir a ideia do desenvolvimento de uma Iniciativa de Transição-piloto no concelho de Pombal: que ameaças e oportunidades, a definição de um conceito, a identificação de parceiros, a dinamização de um grupo de trabalho."


Mais informações sobre o programa e inscrições no site www.permaculturaportugal.ning.com

Thursday, March 4, 2010

Cooperativa António Sérgio gere programa nacional de microcrédito


Nomeada entidade gestora do programa nacional de microcrédito, O Jornal de Negócios Online noticia que a Cooperativa António Sérgio vai gerir a linha de crédito de 12,5 milhões de euros. Será lançada no primeiro semestre, para apoiar investimentos de entidades ligadas ao sector social até ao montante de 25.000€
Além do acesso ao crédito, prevê-se apoio técnico à criação e consolidação de projectos empresariais.
O Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Economia Social (PADES), no qual estas medidas se inserem, prevê, ainda, o desenvolvimento no segundo semestre de formação profissional de apoio à gestão e à modernização das entidades do sector social e um plano de qualificação das entidades do sector social.

in Jornal de Negocios online

Wednesday, March 3, 2010

Europa 2020: a Comissão propõe uma nova estratégia económica para a Europa

A Comissão Europeia lançou hoje a Estratégia Europa 2020 para assegurar a saída da crise e preparar a economia da UE para a próxima década. A Comissão identifica três vectores fundamentais de crescimento que deverão orientar as acções concretas a nível da UE e a nível nacional: crescimento inteligente (promover o conhecimento, a inovação, a educação e a sociedade digital), crescimento sustentável (tornar a nosso aparelho produtivo mais eficiente em termos de recursos, ao mesmo tempo que se reforça a nossa competitividade) e crescimento inclusivo (aumento da taxa de participação no mercado de trabalho, aquisição de qualificações e luta contra a pobreza). Esta batalha em prol do crescimento e do emprego exige um empenhamento ao mais alto nível político e a mobilização de todos os intervenientes à escala europeia. São fixados cinco objectivos que definem o que pretendemos para a UE em 2020 e que nos permitirão acompanhar os progressos alcançados.

Os progressos para alcançar estes objectivos serão avaliados em função de cinco objectivos representativos a nível da UE, que os Estados-Membros deverão traduzir em objectivos nacionais, tendo em conta os seus diferentes pontos de partida:

  • 75 % da população de idade compreendida entre 20 e 64 anos deve estar empregada.

  • 3 % do PIB da UE deve ser investido em I&D.

  • os objectivos em matéria de clima/energia «20/20/20» devem ser cumpridos .

  • a taxa de abandono escolar deve ser inferior a 10 % e pelo menos 40 % da geração mais jovem deve dispor de um diploma do ensino superior.

  • 20 milhões de pessoas devem deixar de estar sujeitas ao risco de pobreza.

Acompanhar o resto da informação aqui

Friday, February 26, 2010

ADN dos inovadores


Descobriram que a inovação não vem de traços de personalidade, como é usual referir-se para os executivos ou os capitães de negócios que são pintados como “personalidades fortes”.

A inovação vem de:

  1. uma atitude a contracorrente perante o mundo;

  2. uma certa habilidade cognitiva para combinar observações e ideias dispersas (que reconhecem oportunidades e gerem inovações); e de

  3. outros quatro processos de “descoberta” típicos de uma mente inovadora: observar (“como se fosse uma mosca”, diz Gregersen), perguntar (“mesmo gerando irritação, ou pelo menos desconforto nos agarrados à situação”), experimentar sempre e conviver em rede com gente muito diversa (evitando o que se designa por groupthinking, ou pensamento de seita).

São seis elos que formam o que os três professores baptizaram de “ADN dos inovadores”.

O investigador diz que o que é comum a todos é:
  1. a arte de combinar o impensável e o que, à primeira vista, parece nada ter de comum, uma espécie de “jogo do Lego mental” que ele atribui a uma forma de pensar específica que outros designam por “pensamento lateral”;

  2. “a irreverência de perguntar, perguntar, perguntar”, muitas vezes fazendo “o papel de advogado do diabo”; e

  3. nunca delegarem o trabalho criativo para outros, metem as mãos nele.
Continuação do artigo de Jorge Nascimento Rodigues publicado no site VER.PT

Monday, February 22, 2010

Novos Povoadores patrocinam neutralização de CO2 com o evento TEDxOporto

O projecto Novos Povoadores patrocinou a liquidação das emissões de carbono do evento TEDxOporto que se realizou no passado dia 20 de Fevereiro na Alfândega do Porto.

A entidade seleccionada para a neutralização das referidas emissões foi a ARDAL - Associação Regional de Desenvolvimento do Alto Lima.

Esta iniciativa enquadra-se na estratégia do projecto Novos Povoadores em envolver recursos naturais e patrimoniais dos territórios de baixa densidade em projectos de influência nacional.

A iniciativa contou com painel de oradores de excelência e as talks estarão em breve disponíveis em DVD.

Site oficial do evento em TEDxOporto

Sunday, February 14, 2010

Parceria entre Fundação EDP e Novos Povoadores

O Grupo EDP, através da Fundação EDP, e o projecto Novos Povoadores assinaram um acordo de cooperação para o repovoamento dos territórios de baixa densidade populacional em Portugal. Em concreto, esta parceria visa atrair famílias empreendedoras para a área de influência dos novas barragens que a EDP vai construir (Baixo Sabor, Foz Tua, Fridão e Alvito), localizadas nos distritos de Braga, Bragança, Vila Real e Castelo Branco.

Este projecto faz parte de um conjunto de acções voluntárias de promoção de desenvolvimento local que a EDP está a implementar em paralelo com o seu plano de investimentos hidroeléctricos. O Grupo procura, assim, garantir que os benefícios trazidos ao país pelo maior aproveitamento dos seus recursos hídricos sejam partilhados pelas populações que vivem junto às novas barragens.

Para o projecto Novos Povoadores, esta parceria inscreve-se numa estratégia de intervenção participada, demonstrando a sinergia necessária entre os actores locais de desenvolvimento e instituições de âmbito nacional.

Thursday, February 11, 2010

A mentalidade start up


“Quando participamos de uma empresa em fase de startup o mais comum é a falta de quase tudo. Não é incomum que acabemos executando atividades que não têm qualquer relação com o que fazemos normalmente, simplesmente porque algo precisa ser feito e ainda não há quem faça. Os fuzileiros norte-americanos têm uma atitude em sua tradição, definida por três palavras que resumem o espírito necessário para trabalharmos em uma startup: improvisar, adaptar-se e superar.

Quando você ainda não tem pessoal ou equipamento para executar uma atividade que precisa ser executada de imediato, é necessário improvisar. Quantas vezes me vi orientando pessoas da minha equipe a pegar um computador desktop e transformá-lo num servidor… Alguma coisa precisava ser testada ou um site precisava ser colocado no ar, mas o servidor novo para aquela função só iria chegar em duas semanas."

Leia o resto do artigo da autoria de Maurício Longo no site Startupi

Friday, February 5, 2010

Desafios ao desenvolvimento do interior


Publicamos o link para um artigo que remete para a reflexão do equilibrio territorial.
Como se sabe, o projecto Novos Povoadores pretende ir mais além da reflexão, propondo um modelo para inverter a tendência de desequilíbrio territorial.
Todos os contributos são necessários para alargar a discussão. Não deixem de participar via facebook e twitter. Até já?!

Thursday, January 21, 2010